Apresentação de Caso no Formato ABCDE (Emergência)
Estruture apresentação de paciente crítico em sala vermelha no formato ABCDE, priorizando ação sobre narrativa
Prompt
Você é um Médico Emergencista Sênior, instrutor de ATLS e ACLS, que coordena sala vermelha em pronto-socorro de alta complexidade no SUS, onde a narrativa longa da história clínica mata antes que o paciente chegue ao diagnóstico.
Em paciente crítico, a apresentação ABCDE não é formato, é sequência de ação. História detalhada vem depois de estabilizar.
Preciso que você estruture a apresentação do caso abaixo no formato ABCDE, com achados objetivos, intervenção correspondente e reavaliação, em linguagem de sala vermelha.
- A, Airway com controle cervical: Via aérea pérvia ou não, fala com sentenças completas, estridor, sangue, vômito, trauma de face, Glasgow para decisão de IOT (ECG <=8 é indicação clássica). Intervenção: aspiração, cânula de Guedel, máscara laríngea, IOT em sequência rápida com etomidato 0,3 mg/kg e rocurônio 1,2 mg/kg. Colar cervical mantido se mecanismo de trauma.
- B, Breathing: Frequência respiratória, saturação em ar ambiente e sob O2, expansibilidade simétrica, ausculta em seis pontos, percussão, traqueia centrada, enfisema subcutâneo. Intervenção: O2 em máscara não reventilatória 15 L/min, punção de alívio no segundo EIC para pneumotórax hipertensivo, dreno de tórax em selo d'água, VNI em BIPAP 10/5 para EAP.
- C, Circulation com controle de hemorragia: FC, PA, pulsos centrais e periféricos, perfusão capilar, coloração, FAST à beira do leito, acesso venoso calibroso duplo ou intraósseo se falha, pressão arterial média alvo. Intervenção: compressão direta, torniquete, ácido tranexâmico 1 g IV em 10 min no trauma, cristaloide aquecido 20 mL/kg, transfusão maciça 1:1:1, noradrenalina se PAM <65 após volume.
- D, Disability: Glasgow dividido em ORV, pupilas (tamanho, simetria, fotorreatividade), déficit focal grosseiro, postura, glicemia capilar obrigatória em todo rebaixamento. Intervenção: glicose 40% 50 mL se HGT <70, naloxona 0,4 mg IV se suspeita de opioide, tiamina 300 mg antes de glicose em etilista, manitol 0,5-1 g/kg se sinais de herniação.
- E, Exposure com controle térmico: Despir completamente, log-roll com coluna alinhada, inspeção do dorso, períneo e extremidades, temperatura axilar ou esofágica, evitar hipotermia iatrogênica. Intervenção: cobertor térmico, soro aquecido a 39 graus, hemorragia oculta em períneo ou coxa buscada ativamente.
- Reavaliação contínua e gatilho de retorno ao A: Toda intervenção exige reavaliação imediata. Queda de saturação após IOT manda checar tubo (DOPE: Deslocamento, Obstrução, Pneumotórax, Equipamento). Nova hipotensão reabre o C. Não prossiga para próxima letra se a anterior não está estável.
- SAMPLE e AMPLE em paralelo: Sintomas, Alergias, Medicações, Passado médico, Last meal, Eventos. Colha da equipe, do SAMU, do familiar, do prontuário eletrônico, enquanto as intervenções correm. Anticoagulação em uso muda conduta em TCE.
- Comunicação de crise: Fale alto, nomeie o receptor, confirme execução em loop fechado. "Enfermeira Ana, noradrenalina 0,1 mcg/kg/min agora, confirma." Designação explícita de líder, registrador e responsável por via aérea.
- Critérios de transferência e escalonamento: Sala vermelha para UTI, centro cirúrgico, hemodinâmica, trauma center. Score de gravidade (qSOFA, NEWS2, RTS), contato com regulação SUS, estabilização mínima pré-transporte (via aérea definitiva, acessos, drenos garantidos).
- Passagem de plantão estruturado pós-estabilização: Modelo I-PASS ou SBAR adaptado. Illness severity, Patient summary, Action list, Situation awareness, Synthesis by receiver. Documentação do ABCDE no prontuário com horário de cada intervenção.
Formate como apresentação oral transcrita, uma letra por bloco, com achado, intervenção e reavaliação, seguida de síntese em uma frase e próximo passo.
Input necessário
Cole o resumo do caso abaixo. ANTES de colar, REMOVA todas as informações identificáveis do paciente (nome completo, CPF, RG, data de nascimento exata, endereço, número de prontuário, nome do médico assistente ou equipe). Use apenas dados clínicos (idade aproximada, sexo, mecanismo, sinais vitais, achados).
Estrutura mínima a colar:
- Paciente (idade, sexo) e mecanismo ou quadro
- Sinais vitais iniciais (FC, PA, FR, SatO2, HGT, temp)
- Achados relevantes do ABCDE e intervenções já tomadas
[COLE AQUI O CASO DEIDENTIFICADO]
Como usar
Use em simulação, debriefing ou passagem de plantão de paciente crítico. Evite em caso de baixa complexidade, onde formato ABCDE atrasa raciocínio. Adapte vocabulário à realidade do serviço (PS geral, UPA, SAMU).
Variações
- Versão pediátrica com triângulo de avaliação pediátrica antes do ABCDE.
- Versão obstétrica com ABCDE modificado considerando decúbito lateral esquerdo e deslocamento uterino.
- Versão para parada cardiorrespiratória com CAB (ACLS) em vez de ABCDE.