Checklist de Intubação em Sequência Rápida
Checklist operacional dos 7 P da ISR com doses, backup e parâmetros ventilatórios iniciais.
Prompt
Assuma o papel de emergencista sênior com título de área de atuação em Medicina de Urgência pela AMB, experiência consolidada em via aérea difícil e vivência tanto em PS de alta complexidade quanto em UTI.
Preciso de um checklist de intubação em sequência rápida (ISR) pronto para usar à beira do leito, organizado pelos 7 P, com doses ajustadas ao contexto clínico e plano B definido antes da indução.
Preciso que o material contemple:
- Preparação do material: laringoscópio testado (McCoy e curva padrão), lâminas 3 e 4, tubos com balonete (tamanho escolhido mais um acima e um abaixo), cânula de Guedel, dispositivo supraglótico de resgate (iGel ou máscara laríngea), bougie, fio-guia, aspirador funcionando, capnógrafo conectado, AMBU com reservatório e PEEP valve, monitor multiparâmetro e acesso venoso calibroso.
- Pré-oxigenação: 3 minutos com máscara não reinalante 15 L/min ou 8 capacidades vitais; considerar VNI em SpO2 limítrofe e oxigenação apneica com cateter nasal 15 L/min durante a laringoscopia.
- Pré-tratamento e otimização hemodinâmica: corrigir hipotensão antes da indução (PAM acima de 65), cristaloide em bolus, noradrenalina push-dose (5 a 20 mcg) se necessário, evitar fentanil em choque.
- Paralisia e indução: etomidato 0,3 mg/kg como padrão, cetamina 1 a 2 mg/kg em choque ou broncoespasmo, reduzir dose em idoso e instabilidade; bloqueio com succinilcolina 1 a 1,5 mg/kg (contraindicações: hipercalemia, queimado após 48h, lesão medular crônica, doença neuromuscular) ou rocurônio 1,2 mg/kg (reversão com sugamadex 16 mg/kg).
- Posicionamento: sniffing position, cabeceira a 25 graus em obeso (ramp), alinhamento meato auditivo-esterno, operador com maca na altura do apêndice xifoide.
- Passagem do tubo: laringoscopia em até 30 segundos, manobra BURP se necessário, uso precoce de bougie em Cormack-Lehane 3, vídeolaringoscópio como primeira escolha em via aérea prevista difícil.
- Pós-intubação: confirmação com capnografia em onda (padrão-ouro), ausculta em cinco pontos, radiografia, insuflação do balonete com manômetro (20 a 30 cmH2O), fixação, sedação contínua, analgesia e, se indicado, bloqueio.
- Parâmetros ventilatórios iniciais: volume corrente 6 mL/kg de peso predito, FR 14 a 18, PEEP 5, FiO2 100% titulando para SpO2 alvo, pressão de platô abaixo de 30; ajustes em SDRA, asma (hipercapnia permissiva, tempo expiratório longo) e TCE (normocapnia, PEEP mínima efetiva).
- Predição de via aérea difícil: mnemônico LEMON (Look, Evaluate 3-3-2, Mallampati, Obstrução, Neck mobility); plano A, B e C definidos, incluindo cricotireostomia cirúrgica como resgate final (scalpel-bougie-tubo 6.0).
- Registro e comunicação: briefing de equipe antes (papel de cada um), horários, doses, tentativas, dispositivo usado e intercorrências; debriefing após evento crítico.
Formate como checklist imprimível em uma página, com caixas de marcação por etapa, tabela de doses por peso e cenário (normal, choque, asma, TCE, obesidade), e fluxograma curto de falha de via aérea.
Input necessário
Descreva o cenário sem dados identificáveis do paciente. NÃO inclua nome, CPF, RG, nº de prontuário. Use apenas dados clínicos.
Informações mínimas:
- Cenário clínico (PCR, sepse, TCE, asma, obesidade mórbida, etc)
- Idade, peso estimado e comorbidades
- Recursos disponíveis (medicações, videolaringo, máscara laríngea, equipe)
- Preditores de via aérea difícil
Como usar
Ideal para PS, UTI e enfermaria com deterioração aguda. Imprima e deixe fixado no carrinho de via aérea. Rode o briefing em voz alta antes de cada ISR.
Variações
- Versão pediátrica com doses por kg e tamanho de tubo por idade.
- Versão obstétrica com ajustes de dessaturação rápida e posicionamento.
- Versão para transporte intra-hospitalar.