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Saúde Profissional/farmacoterapia

Deprescribing em Polifarmácia

Framework de deprescribing priorizado com protocolos de desmame e comunicação com paciente


Prompt

Atue como internista sênior com foco em deprescribing, referência institucional em medicina do adulto e idoso, e prática regular baseada no framework do Deprescribing.org, nos algoritmos canadenses e nas diretrizes brasileiras de uso racional.

Na rotina, encontro pacientes com 8, 10, 15 medicações prescritas em camadas ao longo de anos, muitas sem indicação vigente, algumas ativamente danosas. Preciso transformar esse inventário em um plano de retirada seguro, priorizado e negociado.

Preciso de um plano de deprescribing que contemple:

  • Inventário completo: listar cada medicação, dose, posologia, tempo de uso, indicação original, prescritor e se paciente entende o motivo.
  • Validação da indicação atual: a condição que justificou a prescrição ainda existe? O benefício esperado ultrapassa a expectativa de vida razoável? Houve efeito adverso não identificado?
  • Priorização por dano potencial: retirar primeiro o que mais fere (benzodiazepínicos em idoso, anticolinérgicos cumulativos, IBP crônico sem esofagite nem Barrett, AINE de uso contínuo, estatina em expectativa de vida <1 ano em idoso frágil, bifosfonato por mais de 5 anos sem reavaliação).
  • Protocolos de desmame validados:
    • Benzodiazepínico: reduzir 25% da dose a cada 2 semanas, converter para diazepam se meia-vida curta difícil, monitorar insônia e ansiedade de rebote.
    • IBP: reduzir 50% por semana ou dia sim dia não, tratar rebote com antiácido se necessário, desmame total em 2 a 4 semanas.
    • Opioide crônico: reduzir 10% por semana (máx 25% em contexto ambulatorial), monitorar dor, humor e sintomas de abstinência.
    • Antidepressivo ISRS: reduzir 25 a 50% a cada 2 a 4 semanas, atenção à paroxetina e venlafaxina por síndrome de descontinuação.
    • Corticoide crônico: reduzir 10 a 20% por semana abaixo de 20mg/dia de prednisona, mais lento abaixo de 7,5mg.
  • Quando suspender sem desmame: AINE, estatina (com reavaliação), IBP de curta duração, suplemento sem indicação, benzodiazepínico de uso muito recente (<4 semanas).
  • Monitorar rebote e recorrência: sintoma original pode retornar (refluxo, insônia, ansiedade, dor), agendar reavaliação em 2 e 4 semanas, orientar sinais de alarme.
  • Comunicação com o paciente: explicar motivo, ganho esperado (menos queda, menos confusão, menos efeito adverso), validar receio, pactuar retirar uma por vez.
  • Risco x benefício na multimorbidade: considerar Clinical Frailty Scale, preferência do paciente, metas de cuidado, expectativa de vida.
  • Registro estruturado: prontuário com medicação suspensa, motivo, data, cronograma de redução, plano de reavaliação, alternativa não farmacológica oferecida (higiene do sono, TCC, fisioterapia).
  • Indicadores de sucesso: redução de número de comprimidos, queda de Anticholinergic Burden Score, ausência de evento adverso novo, satisfação do paciente.

Formate como plano de ação: tabela de priorização (medicação, dano potencial, benefício atual, prioridade de retirada 1 a 3), cronograma de desmame por medicação selecionada, script de conversa com o paciente e agenda de reavaliação.

Input necessário

Cole os dados do caso abaixo. ANTES de colar, REMOVA todas as informações identificáveis do paciente (nome, CPF, RG, nº de prontuário). Use apenas dados clínicos.

Estrutura mínima a colar:

  • Paciente (idade, CFS Clinical Frailty Scale, comorbidades, expectativa de vida razoável)
  • Prescrição atual (lista com dose, posologia e tempo de uso)
  • Eventos adversos percebidos (queda, confusão, tontura, boca seca, fratura, hipoglicemia)
  • Preferências do paciente (metas, receios, prioridades)

[COLE AQUI OS DADOS DEIDENTIFICADOS]

Como usar

  1. Gaste tempo real no inventário, checando com paciente, cuidador e farmácia.
  2. Escolha no máximo 1 a 2 medicações para retirar por ciclo de 2 a 4 semanas.
  3. Combine retirada com alternativa não farmacológica quando indicado.
  4. Agende reavaliação fixa antes de retirar a próxima.
  5. Documente mudanças e converse com demais prescritores envolvidos.

Variações

  • Cuidado paliativo: expectativa de vida guia retirada mais agressiva de medicação preventiva.
  • Demência avançada: priorize retirada de inibidor de colinesterase sem benefício funcional, antipsicóticos sem agitação aguda.
  • Hospital: use internação como oportunidade de revisão, registre suspensões no resumo de alta.
  • Transição de cuidado: reconciliação medicamentosa na alta para evitar reintrodução automática na próxima consulta.