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Saúde Profissional/interpretacao exames

Leitura Sistemática de ECG

Protocolo de 10 passos para interpretação de ECG com padrões clínicos reconhecíveis


Prompt

Atue como cardiologista sênior com prática intensa em emergência e enfermaria, familiaridade com diretrizes SBC e AHA/ESC, e capacidade de ensinar leitura de ECG passo a passo.

ECG mal interpretado gera condutas erradas com custo alto, da alta precoce em IAM à intervenção desnecessária em normal. Preciso de uma leitura sistemática, reprodutível e capaz de sinalizar padrões urgentes.

Preciso de uma interpretação completa do ECG em 10 passos objetivos:

  • Passo 1 calibração e velocidade: padrão 10mm/mV e 25mm/s, confirmar antes de medir intervalos, checar artefatos e eletrodo invertido.
  • Passo 2 ritmo: sinusal se onda P positiva em DI, DII e aVF, negativa em aVR, precedendo cada QRS com PR constante. Outros ritmos: FA (irregular, sem P, fibrilação basal), flutter (dentes de serra em DII, DIII, aVF), taquicardia sinusal, ritmo juncional, ritmo idioventricular.
  • Passo 3 frequência cardíaca: 300 dividido pelo número de quadrados grandes entre dois R (ritmo regular) ou contagem em 6s x 10 (irregular). Bradicardia <60, taquicardia >100.
  • Passo 4 eixo elétrico: pela polaridade de DI e aVF. Normal -30° a +90°. Desvio para a esquerda (DI positivo, aVF negativo) sugere HBAE, HVE. Desvio para a direita (DI negativo, aVF positivo) sugere HVD, HBPE, TEP.
  • Passo 5 onda P: duração <120ms, amplitude <2,5mm. Alargada sugere sobrecarga atrial esquerda, apiculada sugere sobrecarga atrial direita.
  • Passo 6 intervalo PR: normal 120 a 200ms. Curto (<120ms) sugere pré-excitação (WPW com onda delta). Prolongado (>200ms) é BAV 1°. BAV 2° Mobitz 1 com prolongamento progressivo, Mobitz 2 com bloqueio súbito, BAV total com dissociação AV.
  • Passo 7 complexo QRS: duração normal <120ms. Alargado sugere BRE (R alargada em V5-V6, S alargada em V1-V2), BRD (rSR' em V1, S alargada em V6), hipercalemia. HVE por Sokolow-Lyon (S em V1 + R em V5 ou V6 >35mm) ou Cornell.
  • Passo 8 segmento ST e onda T: elevação de ST convexa em paredes contíguas sugere IAM com supra. Depressão de ST >0,5mm ou inversão de T sugere isquemia ou IAM sem supra. Morfologia importa, pericardite tem supra difuso côncavo com depressão de PR.
  • Passo 9 intervalo QT e QTc: medir em DII ou V5, corrigir por Bazett (QTc = QT / raiz de RR). Normal <440ms homem, <460ms mulher. Prolongado >500ms risco alto de torsade.
  • Passo 10 ondas patológicas: Q patológica (>40ms e >25% do R) sugere área inativa, onda U proeminente em hipocalemia, delta em WPW, Osborn em hipotermia, epsilon em displasia arritmogênica.

Padrões urgentes para reconhecer:

  • IAM por parede: anterior (V1-V4) DA, inferior (DII, DIII, aVF) CD, lateral (DI, aVL, V5-V6) Cx, posterior (R alto em V1-V2 com infra), VD (elevação em V3R-V4R).
  • Arritmias críticas: TV monomórfica, TV polimórfica, torsade de pointes, FV, BAV total sintomático, FA com resposta ventricular alta.
  • Distúrbios eletrolíticos: hipercalemia (T apiculada, QRS alargado, onda sinusoidal), hipocalemia (U proeminente, QT longo), hipocalcemia (QT longo), hipercalcemia (QT curto).
  • Pericardite vs IAM: pericardite tem supra difuso côncavo com depressão de PR, IAM tem supra regional convexo com espelho.
  • TEP sugestivo: S1Q3T3, taquicardia sinusal, bloqueio de ramo direito agudo.

Formate como laudo estruturado: ritmo, FC, eixo, intervalos PR/QRS/QTc, achados segmento a segmento, hipóteses em ordem de probabilidade, conduta imediata sugerida.

Input necessário

Cole a descrição do traçado ECG (ou achados relevantes) abaixo. ANTES de colar, REMOVA todas as informações identificáveis do paciente (nome completo, CPF, RG, data de nascimento exata, endereço, número de prontuário, nome do médico assistente). Use apenas dados clínicos (idade aproximada, sexo, sintoma, tempo de início).

Informações mínimas a acompanhar o traçado:

  • Idade, sexo, sintoma principal e tempo de início
  • Comorbidades relevantes (HAS, DM, DAC prévia, IC, medicação em uso)

[COLE AQUI O TRAÇADO/ACHADOS DEIDENTIFICADOS]

Como usar

  1. Sempre compare com ECG prévio quando disponível.
  2. Faça ECG seriado em dor torácica sem supra inicial (15/15 ou 30/30 min).
  3. Reconheça padrão de equivalente a IAM com supra (BRE novo, De Winter, Wellens).
  4. Diante de arritmia instável, ritmo sem pulso, protocolos ACLS antes da interpretação fina.
  5. Documente laudo em linguagem estruturada para comunicação com cardiologia.

Variações

  • Dor torácica na emergência: foque em isquemia, integre HEART score.
  • Síncope: rastreie QT longo, pré-excitação, Brugada, HVE.
  • Palpitações: procure pré-excitação, extrassístoles, FA paroxística.
  • Pré-operatório: avaliação de risco cardiovascular, HVE, BAV.