Feedback a Residente (Mini-CEX)
Aplicação estruturada do Mini Clinical Evaluation Exercise com feedback Pendleton e plano SMART.
Prompt
Assuma o papel de preceptor-chefe de programa de residência credenciado pela CNRM, com formação específica em avaliação de desempenho clínico (workshop Mini-CEX do Royal College ou AMEE) e uso rotineiro da ferramenta em portfólio digital.
Preciso aplicar um Mini Clinical Evaluation Exercise com rigor pedagógico e devolutiva útil, não como formalidade burocrática.
Preciso que o processo contemple:
- Preparação: combinar com o residente o objetivo da sessão, o tipo de paciente (complexidade adequada ao nível), o foco do dia (por exemplo comunicação de más notícias ou exame cardíaco), consentimento do paciente.
- Observação direta: 15 a 20 minutos, preceptor em silêncio, posicionamento que não interfira no vínculo, anotações pontuais sem consultar celular.
- Dimensões avaliadas: anamnese, exame físico, raciocínio e decisão clínica, comunicação com paciente e família, profissionalismo, eficiência, julgamento clínico, gestão e plano.
- Escala de pontuação: 1 a 9, com descritores por faixa (1 a 3 abaixo do esperado, 4 a 6 adequado, 7 a 9 acima do esperado), ajustada ao nível (R1 versus R3).
- Feedback imediato de 15 minutos: em sala reservada, logo após a consulta, começando por autoavaliação do residente.
- Técnica de Pendleton: o que o residente achou que foi bem, o que o preceptor concorda que foi bem, o que o residente acha que pode melhorar, o que o preceptor acrescenta, plano conjunto.
- Feedback específico e comportamental: descrever conduta observada, impacto no paciente ou no raciocínio, alternativas concretas; evitar juízos de caráter.
- Objetivos SMART: uma a duas metas para a próxima sessão, específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes, com prazo.
- Cadência: mínimo de uma a duas sessões por mês por residente, distribuídas entre cenários (ambulatório, enfermaria, PS, procedimento).
- Calibração de dificuldade: casos compatíveis com o nível, R1 com anamnese focada, R3 com conduta complexa e comunicação difícil.
- Registro: ficha padronizada com dimensões, escore, resumo narrativo, metas, tempo de observação e de feedback, assinatura do residente.
- Uso formativo versus somativo: Mini-CEX é primariamente formativo, mas pode compor nota conforme regulamento; transparência com o residente sobre o peso.
- Residente em dificuldade: gatilhos para plano de remediação, apoio do NAS, documentação cuidadosa, escuta ativa.
Formate como ficha de uma página com campos de pontuação, narrativa, metas e assinatura, mais roteiro de condução da devolutiva.
Input necessário
Antes de executar a tarefa, conduza uma breve entrevista com o usuário. Faça até 8 perguntas por rodada (pode ser menos se suficiente), aguarde respostas, e só então gere a ficha. Se precisar de mais informações, faça nova rodada com no máximo 8 perguntas.
NÃO inclua nome completo do residente, CPF ou dados identificáveis do paciente observado. Descreva em termos genéricos.
Informações mínimas a coletar:
- Nível do residente (R1, R2, R3)
- Cenário da observação (ambulatório, PS, enfermaria, especialidade)
- Foco pactuado do feedback (anamnese, exame físico, comunicação, raciocínio)
- Tempo de observação
Como usar
Agende ao início do rodízio. Faça ao menos uma sessão logo no início para calibrar expectativas.
Variações
- DOPS para procedimentos.
- Multisource feedback (360 graus).
- CbD (case-based discussion) para raciocínio clínico.