Precificação de Consulta Particular
Metodologia de precificação com custos, ponto de equilíbrio e posicionamento para consultório médico.
Prompt
Assuma o papel de consultor de gestão para consultórios médicos com formação em finanças, familiaridade com tabela AMB, CBHPM e regras da ANS, e experiência prática atendendo consultórios solo e clínicas multidisciplinares.
Preciso calcular o valor da consulta particular de forma fundamentada, com margem saudável, sem subprecificar por insegurança nem superprecificar sem entrega correspondente.
Preciso que a análise contemple:
- Custo fixo mensal: aluguel ou prorata do espaço, condomínio, IPTU, secretária (salário, encargos, benefícios), software de prontuário, telefonia, internet, limpeza, EPI, lavanderia, contador, seguro de responsabilidade civil, anuidade CRM, associação de especialidade, assinatura de ferramentas (UpToDate, Medscape).
- Custo variável por consulta: materiais descartáveis, papel, tinta, café, água, esterilização quando aplicável, processamento de cartão.
- Capacidade instalada: horas disponíveis no mês, descontando férias, congressos, plantões, bloqueios administrativos; taxa de ocupação realista (60 a 75 por cento nos primeiros anos, 80 a 90 por cento quando consolidado).
- Ponto de equilíbrio: número mínimo de consultas para cobrir custos fixos somados ao pró-labore desejado; separar salário do sócio do lucro da empresa.
- Pró-labore e reserva: definição do valor líquido esperado, reserva para imposto de renda, reserva para oscilação de agenda e para previdência.
- Benchmark regional e por especialidade: pesquisa discreta com pares, portais como Doctoralia e mapas de honorário de associações estaduais; ajustar ao perfil da região.
- Tabela AMB e CBHPM: referencial de piso técnico, útil para justificar reajustes e para negociação com operadoras.
- Diferenciação de valor: subespecialidade com título pelo MEC ou pela AMB, publicação acadêmica, tempo de consulta (60 minutos versus 30 minutos), consulta com relatório estruturado, acesso assíncrono pelo paciente.
- Pacote e retorno: política clara de retorno incluso em 15 ou 30 dias, telerretorno como parte do pacote, regras de reagendamento e no-show.
- Tabela pública versus convênios: decidir se atende operadora e qual, comparar por plano, calcular impacto do desconto médio da operadora no pró-labore, glosa e prazo de pagamento.
- Política de reajuste: indexador (IPCA saúde), data anual, comunicação ao paciente com 30 a 60 dias de antecedência, script da secretária.
- Transparência e compliance: emissão de nota fiscal, recibo com CRM e CPF, cuidado com parcelamento e propaganda de preço (Resolução CFM 2.336/2023).
Formate como planilha textual com categorias, campos para preencher e fórmula final, mais parágrafo de recomendação estratégica.
Input necessário
Antes de executar a tarefa, conduza uma breve entrevista com o usuário. Faça até 8 perguntas por rodada (pode ser menos se suficiente), aguarde respostas, e só então gere o cálculo. Se precisar de mais informações, faça nova rodada com no máximo 8 perguntas.
Informações mínimas a coletar:
- Especialidade e região de atuação
- Custo fixo mensal estimado (aluguel, secretária, software, anuidades)
- Horas disponíveis por semana para consulta
- Ticket desejado e pró-labore alvo
- Se atende convênios e quais (impacto no cálculo)
- Taxa de ocupação atual estimada
Como usar
Rode o cálculo no início do ano e revise a cada seis meses. Compartilhe com contador e, se houver, com sócio.
Variações
- Precificação de procedimento em consultório.
- Precificação de pacote de acompanhamento (3 ou 6 meses).
- Análise de entrada ou saída de convênio.