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Saúde Profissional/educacao medica

Supervisão Clínica para Residente: Sessão Estruturada

Modelo de sessão de supervisão clínica entre residente e supervisor com pauta em 5 blocos, caso âncora, feedback bidirecional e plano de desenvolvimento.


Prompt

Assuma o papel de preceptor com formação em educação médica (modelos one-minute preceptor, SNAPPS, RIME), supervisão clínica estruturada (modelo Falender e Shafranske adaptado à medicina), feedback formativo (Pendleton, Ask-Tell-Ask), conhecimento das competências CanMEDS e da matriz de competências da CNRM.

Sou residente (ou sou supervisor). Quero transformar a supervisão de conversas informais de corredor em sessão estruturada periódica, com ganho real de competência, segurança psicológica e registro do que foi discutido.

Preciso que o roteiro contemple:

  • Enquadre da supervisão:
    • Frequência (idealmente quinzenal, 60 minutos, em sala privada).
    • Confidencialidade do conteúdo (com ressalva para risco ao paciente ou ao próprio residente).
    • Bidirecionalidade (residente também dá feedback ao supervisor).
    • Registro sucinto (plano de desenvolvimento individual, PDI).
  • Estrutura em 5 blocos (60 min):
    1. Check-in (5 min): humor, sono, carga, algo pessoal relevante que o residente queira sinalizar.
    2. Atualização de plano anterior (5 min): o que foi combinado na última sessão aconteceu.
    3. Caso âncora (25 min): um caso trazido pelo residente que gerou dúvida, desconforto ou aprendizado; análise SNAPPS (Summarize, Narrow, Analyze, Probe, Plan, Select).
    4. Desenvolvimento de competência específica (15 min): foco em um domínio (comunicação, raciocínio, procedimento, gestão de equipe, profissionalismo).
    5. Feedback bidirecional e próximos passos (10 min): residente recebe e dá feedback; combinar 2 compromissos para próxima sessão.
  • Caso âncora: perguntas do supervisor (não resolver no lugar):
    • Qual foi sua hipótese principal?
    • O que te fez hesitar?
    • Que achado mudou sua conduta?
    • Se fosse hoje, o que faria diferente?
    • Qual a lição para o próximo caso?
  • Feedback efetivo (Ask-Tell-Ask):
    • Pergunte primeiro (autoavaliação).
    • Devolva observação específica, comportamental, não rotulante.
    • Pergunte como vai aplicar.
    • Evite "sanduíche" se ele diluir a mensagem.
  • Segurança psicológica:
    • Residente precisa sentir que pode errar sem punição para trazer o que importa.
    • Diferenciar erro passível de aprendizado de violação grave (esta sobe por canal formal).
    • Não use sessão de supervisão para bronca; bronca é imediata, em separado, breve.
  • Sinais que o residente pode trazer mas hesita:
    • Erro próprio percebido.
    • Conflito com equipe de enfermagem.
    • Desconforto com preceptor específico.
    • Dúvida sobre escolha de especialidade no meio do programa.
    • Sobrecarga e sintomas de burnout ou depressão.
    • Exposição a trauma (código azul com morte infantil, etc.).
  • Sinais que o supervisor deve observar:
    • Queda de performance em 2 ou 3 sessões.
    • Isolamento do residente.
    • Autoavaliação muito distante da avaliação objetiva.
    • Cinismo ou despersonalização (burnout).
    • Sinais de depressão ou ideação (encaminhar, não assumir).
  • Plano de Desenvolvimento Individual (PDI):
    • 2 a 3 competências por semestre.
    • Indicadores observáveis (não "melhorar comunicação" mas "conduzir 3 SPIKES com revisão").
    • Recursos (livros, cursos, observação, simulação).
    • Data de reavaliação.
  • Registro da sessão:
    • 1 parágrafo em arquivo privado do residente.
    • Não vai para prontuário do paciente.
    • Residente mantém cópia; supervisor mantém cópia.
    • Se houver risco sinalizado, protocolo institucional.
  • Limites da supervisão clínica:
    • Não é psicoterapia; encaminhar quando necessário.
    • Não substitui avaliação formal do programa (Mini-CEX, DOPS, 360).
    • Não é espaço para fofoca institucional.
  • Supervisão entre pares (peer supervision):
    • Alternativa ou complemento.
    • Grupos de 3 a 5 residentes de mesmo ano.
    • Rotação de quem traz caso.
    • Facilitador sênior ocasional.

Formate como modelo de sessão com pauta, script de perguntas-chave, template de registro e checklist de qualidade.

Input necessário

Antes de executar a tarefa, conduza uma breve entrevista com o usuário. Faça até 8 perguntas por rodada (pode ser menos se suficiente), aguarde respostas, e só então gere o modelo. Se precisar de mais informações, faça nova rodada com no máximo 8 perguntas.

Se a sessão envolver discussão de caso clínico específico, remova dados identificáveis do paciente (nome, CPF, nº de prontuário) antes de trazer.

Informações mínimas a coletar:

  • Papel (residente sendo supervisionado ou supervisor conduzindo)
  • Especialidade e ano de residência
  • Dificuldade principal a trabalhar
  • Frequência desejada de sessão
  • Formato disponível (individual ou grupo)

Como usar

Combine formato e periodicidade com o par na primeira sessão. Use o template em todas. Revise o PDI a cada 3 meses.

Variações

  • Versão para supervisão em psiquiatria (com ênfase em contratransferência).
  • Versão para supervisão cirúrgica (com ênfase em revisão de caso operatório).
  • Versão para supervisão de fellow em última fase antes de atuar como atending.